Tether mira expansão no setor esportivo com proposta para aquisição da Juventus

A Tether apresentou uma proposta de 1.1 bilhão de euros para adquirir uma participação majoritária na Juventus, buscando expandir seus negócios para o setor esportivo, mas a Exor, proprietária majoritária, rejeitou a oferta por unanimidade.
Miracle Nwokwu
15 de dezembro de 2025
Conteúdo
A Tether Holdings SA, empresa por trás do amplamente utilizado stablecoin USDTA empresa, recentemente, deu um passo formal para estreitar seus laços com o mundo esportivo ao propor a aquisição de uma participação majoritária na Juventus Football Club, um dos times de futebol mais tradicionais da Itália.
A oferta, avaliada em cerca de 1.1 bilhão de euros, visava adquirir a maioria das ações detidas pela Exor NV, a empresa de investimentos controlada pela família Agnelli. Embora a Exor tenha recusado a oferta, a proposta demonstra a ambição da Tether de explorar o apelo global dos esportes profissionais, abrindo potencialmente novos caminhos para investimentos e engajamento de fãs.
Detalhes da proposta da Tether
Tether apresentado A Exor fez uma oferta vinculativa em dinheiro pela sua participação de 65.4% na Juventus, precificando as ações em 2.66 euros cada, o que representava um prêmio de 21% sobre o valor de mercado recente do clube. A empresa também se comprometeu a estender os mesmos termos aos acionistas minoritários e a injetar mais 1 bilhão de euros no desenvolvimento do clube, com foco em infraestrutura, contratação de jogadores e estratégias de crescimento a longo prazo.
Este compromisso financeiro poderá ajudar a Juventus a competir de forma mais eficaz na Série A e nas competições europeias, onde os custos com talentos de ponta e infraestrutura continuam a aumentar. A abordagem da Tether enfatizou o respeito pelo legado do clube, com planos para apoiar a excelência esportiva e a expansão sustentável no mercado esportivo internacional.
Paolo Ardoino, CEO da Tether e italiano de nascimento, expressou sua ligação pessoal com o time no anúncio. "Para mim, a Juventus sempre fez parte da minha vida", disse ele, lembrando como assistir aos jogos do clube quando criança lhe ensinou lições de comprometimento e resiliência.
Ardoino destacou paralelos entre a história de perseverança da Juventus e a trajetória da Tether na construção de um ecossistema financeiro resiliente. A proposta se baseou na participação de 11.5% que a Tether já detinha no clube, adquirida no início do ano, e incluiu esforços para indicar um representante para o conselho.
Posição firme da Exor sobre a propriedade
A Exor respondeu prontamente à proposta não solicitada, com seu conselho de administração decidindo unanimemente contra a venda. A holding, que administra um portfólio diversificado que inclui Ferrari e Stellantis, afirmou não ter planos de se desfazer de quaisquer ações da Juventus para a Tether ou outras partes. John Elkann, CEO da Exor e membro da família Agnelli, abordou o assunto diretamente em um comunicado.
"A Juventus faz parte da minha família há 102 anos", observou ele. "Ao longo de um século, quatro gerações a fizeram crescer, a fortaleceram, cuidaram dela nos momentos difíceis e a celebraram nos momentos felizes. A Juventus — nossa história, nossos valores — não está à venda."
Esta resposta reafirma a dedicação da Exor em conduzir a Juventus através da sua atual fase sob nova gestão, incluindo as recentes mudanças na comissão técnica com o objetivo de restaurar a competitividade da equipe.
O técnico da Juventus, Luciano Spalletti, reiterou seu apreço pelo comprometimento da diretoria, elogiando a paixão da família durante uma coletiva de imprensa. A rejeição da proposta mantém a continuidade do clube, permitindo que ele se concentre no desempenho em campo sem as mudanças imediatas que uma troca de controle poderia trazer.
A rica história e a posição atual da Juventus
Fundada em 1897, a Juventus se destaca como o clube de futebol mais vitorioso da Itália, com 36 títulos da Série A e uma torcida global que abrange continentes.
A equipe manda seus jogos no moderno Allianz Stadium, em Turim, um estádio com capacidade para 41,000 pessoas que já sediou grandes eventos, incluindo finais da Liga dos Campeões da UEFA. Sob a gestão da família Agnelli desde 1923, a Juventus vivenciou triunfos como nove títulos consecutivos do campeonato italiano entre 2012 e 2020, bem como desafios como investigações financeiras e recentes colocações no meio da tabela. Atualmente em sétimo lugar na Série A, o clube corre o risco de perder vagas lucrativas em competições europeias, que proporcionam receitas essenciais com direitos de transmissão e patrocínios. Apesar desses obstáculos, a Juventus permanece um símbolo da excelência italiana, com um valor de mercado que reflete a força duradoura de sua marca.
O envolvimento da família Agnelli vai além do futebol, com raízes na herança industrial da Fiat, agora parte da Stellantis. Essa gestão de longo prazo ajudou a Juventus a enfrentar as pressões econômicas do futebol europeu, onde os clubes buscam cada vez mais fontes de financiamento diversificadas para se manterem competitivos.
A expansão da Tether para o esporte e além
O interesse da Tether na Juventus se encaixa em sua estratégia mais ampla de diversificação para além dos ativos digitais.
Com o USDT lastreado por um portfólio de 181 bilhões de dólares, incluindo títulos do Tesouro americano de valor substancial, a empresa registrou lucros superiores a 10 bilhões de dólares nos primeiros nove meses de 2025. Essa solidez financeira possibilita investimentos em setores como inteligência artificial, agricultura e, agora, esportes.
No futebol, a participação da Tether na Juventus segue parcerias com outros clubes e iniciativas de tokens de fãs, que permitem aos torcedores interagir por meio de votação e recompensas baseadas em blockchain. Essas iniciativas podem aprimorar a experiência dos torcedores, desde itens colecionáveis digitais até a simplificação da venda de ingressos, conectando esportes tradicionais com tecnologias emergentes.
Outras empresas de criptomoedas também entraram no mundo dos esportes, patrocinando equipes ou arenas para construir credibilidade junto ao público em geral. A proposta da Tether, mesmo que não se concretize, demonstra como os provedores de stablecoins podem oferecer capital estável para o crescimento de clubes, potencialmente estabilizando as finanças em um setor volátil.
Para a Juventus, a decisão da Exor garante estabilidade enquanto o clube trabalha para subir na classificação do campeonato e assegurar receitas europeias. A Tether, por sua vez, pode explorar formas alternativas de expandir sua presença no esporte, alavancando seus recursos para apoiar equipes ou ligas globalmente.
Fontes:
- Tether.ioAnúncio oficial da proposta da Tether para adquirir a Juventus.
- Bloomberg.comArtigo detalhando a oferta de € 1.1 bilhão da Tether e a rejeição da Exor.
- Cointelegraph.comCobertura jornalística da rejeição unânime da oferta de aquisição da Exor.
Perguntas frequentes
Tether tentou comprar o clube de futebol Juventus?
Sim. A Tether apresentou uma proposta vinculativa de € 1.1 bilhão em dinheiro para adquirir a participação majoritária de 65.4% da Exor na Juventus.
Por que a Exor rejeitou a oferta da Tether para comprar a Juventus?
A Exor, empresa pertencente à família Agnelli, rejeitou a proposta por unanimidade, afirmando que a Juventus não está à venda devido aos seus 102 anos de história familiar e ao compromisso com os valores e o legado do clube.
A Tether já possui ações da Juventus?
Sim. A Tether detém uma participação de 11.5% na Juventus, adquirida no início de 2025, e procurou aumentar essa participação através da oferta, ao mesmo tempo que indicava um representante para o conselho de administração.
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Autor
Miracle NwokwuMiracle é formado em Francês e em Análise de Marketing e pesquisa criptomoedas e tecnologia blockchain desde 2016. Ele é especialista em análise técnica e análise on-chain, tendo lecionado cursos formais de análise técnica. Seus trabalhos escritos foram publicados em diversas publicações sobre criptomoedas, incluindo The Capital, CryptoTVPlus e Bitville, além da BSCN.





















